O furacão Melissa começou a atingir a Jamaica com rajadas violentas nesta segunda-feira
(27), quando o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos
o classificou como uma tempestade de categoria 5, com ventos sustentados de 265 km/h,
os maiores já registrados na ilha caribenha.
Cuba, o leste das Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos também estão no caminho esperado da
tempestade, que seguirá para o norte e leste em direção às Bermudas no final desta semana.
Espera-se que o furacão permaneça bem longe da costa dos Estados Unidos (EUA),
trazendo apenas ondas fortes e pequenas inundações costeiras para a Costa Leste dos
EUA
Nesta segunda-feira, às 13h pelo horário de Brasília, o furacão Melissa ainda estava 230 km a
sudoeste de Kingston, na Jamaica, e a cerca de 530 km a sudoeste de Guantánamo, em Cuba, de
acordo com o NHC em Miami.
“Isso resultará em grandes danos à infraestrutura, interrupções
duradouras de energia e comunicação, além de comunidades isoladas”,
disse o NHC.
O Haiti e a República Dominicana, países vizinhos, já enfrentaram dias de chuvas
torrenciais que causaram pelo menos quatro mortes, disseram autoridades desses países
insulares.
Damian Anderson, professor de Hagley Gap, cidade das Blue Mountains da Jamaica, disse que
estradas intransitáveis já isolaram sua comunidade.
“Não podemos nos mexer”, disse Anderson, 47 anos. “Estamos com
medo. Nunca vimos um evento de vários dias como este antes.”
A Jamaica já viu muitos furacões grandes no passado, incluindo o Gilbert, de categoria 4, em
1988, mas um impacto direto de um furacão de categoria 5 seria sem precedentes, disse Evan Thompson, do Serviço Meteorológico da Jamaica.
A categoria 5 é a mais alta na escala Saffir-Simpson, com ventos sustentados superiores a
250 km/h.
Preparação em Cuba
Grande parte da metade oriental de Cuba também se preparou para a chegada da
tempestade ao continente na noite de terça-feira.
As autoridades cubanas disseram que evacuaram mais de 500 mil pessoas que vivem em áreas
costeiras e montanhosas vulneráveis a ventos fortes e inundações.
Mais de 250 mil pessoas foram levadas para abrigos ao redor de Santiago de Cuba, a
segunda maior cidade da ilha, que fica bem no centro da trajetória prevista do furacão.
Nesta segunda-feira, as autoridades cancelaram aulas, ônibus e trens até novo aviso em
todo o leste de Cuba antes da chegada da tempestade.
Não era esperado que o furacão impactasse diretamente a capital, Havana.
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Fonte: Agência Brasil








