Política

Exoneração de Victor Travancas e as Controvérsias no Governo do Rio de Janeiro

Assessor de Cláudio Castro diz que Palácio Guanabara é ‘gabinete do crime organizado
Exoneração de Victor Travancas e as Controvérsias no Governo
Foto: Reprodução

O advogado Victor Travancas foi recentemente exonerado de seu cargo de assessor na Secretaria Estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro após uma série de acusações contundentes contra o governador Cláudio Castro e a administração estadual.

Durante uma entrevista no podcast do ex-governador Anthony Garotinho, Travancas fez declarações bombásticas, afirmando que “o Palácio Guanabara é a sede do crime organizado” no Rio de Janeiro. Ele criticou as nomeações do governador, sugerindo que o critério de escolha tem sido a indicação de criminosos.

Travancas revelou que desde o início do ano tentava deixar seu cargo, mas seus pedidos foram continuamente negados. Contudo, após a polêmica entrevista, sua exoneração foi publicada em uma edição especial do Diário Oficial.

Como responsável pelo compliance do gabinete do governador em 2024, Travancas afirmou ter notificado o governador sobre irregularidades na Fundação Ceperj, que culminaram em acusações enfrentadas por Castro na Justiça Eleitoral.

Nenhuma resposta oficial foi dada pelo governo do estado sobre as acusações até o fechamento da reportagem.

Travancas também criticou outras nomeações feitas por Castro, incluindo a de André Moura, que recentemente foi exonerado do cargo interino de secretário de Representação do Governo em Brasília, mas permaneceu à frente da Secretaria de Governo. Moura foi associado, pelo advogado, a TH Joias, envolvido em suspeitas com o Comando Vermelho.

Outra nomeação criticada foi a de José Carlos Costa Simonin, cujo filho está entre os acusados de um caso de estupro coletivo em Copacabana. Com a revelação do caso, Simonin foi exonerado.

As declarações de Travancas foram compartilhadas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que criticou o governador pela prisão do vereador Salvino Oliveira. Paes questionou a permanência de Travancas no cargo por tanto tempo, sugerindo que isso poderia indicar um temor do governo sobre o que Travancas sabia.

Travancas tem um histórico de idas e vindas nos cargos de confiança do governo, caracterizado por críticas públicas às gestões das quais participa. Ele foi nomeado subsecretário adjunto e diretor do Arquivo Público do Estado em diferentes momentos, mas sempre com curtas permanências.

A situação levanta questões sobre a estabilidade e as práticas dentro do governo estadual, em meio a uma série de exonerações e acusações que desafiam a administração de Cláudio Castro.

Portal Planeta News

Tags:

Notícias Relacionadas