A congressista democrata Ilhan Omar – alvo de críticas frequentes do presidente dos EUA,
Donald Trump – foi atacada durante um encontro com eleitores em Minneapolis por um
homem que segurava uma seringa e a borrifou com um líquido.
Enquanto Ilhan Omar, conhecida figura de esquerda, discursava atrás de um púlpito, na terça-feira
(27), um homem se aproximou dela e borrifou um líquido não identificado antes de ser contido por
um agente da segurança, mostram imagens publicadas em redes sociais.
Após o ataque, a deputada de Minnesota manteve-se no encontro, em uma cidade abalada há
semanas por operações de imigração e por protestos contra estas ações.
A plateia aplaudiu quando o homem foi imobilizado, ficando com os braços amarrados atrás das
costas.
Pouco antes, Omar pediu a abolição da agência de imigração dos EUA (ICE) e a renúncia da
secretária da Segurança Interna, Kristi Noem. “A ICE não pode ser reformada”, declarou.
A polícia de Minneapolis afirmou que os agentes viram o homem usar uma seringa para borrifar
um líquido na direção da democrata.
Depois de imobilizado, o homem foi levado para a prisão do condado, informou o porta-voz local
da instituição, Trevor Folke, em declarações à AP.

Ilhan Omar discursava para eleitores em Minneapolis, que vive dias de tensão com operações contra imigrantes que já deixarampelo menos dois estadunidenses mortos – REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução
Omar prosseguiu com seu discurso após o homem ser retirado da sala pela equipe de segurança,
afirmando que não se deixaria intimidar.
Jornalistas disseram que sentiram um cheiro forte, semelhante a vinagre, quando o homem
pressionou a seringa. Ao sair, a congressista afirmou que ficou perturbada, mas que não
estava ferida. Omar foi atendida por uma equipa médica.
“Estou bem. Sou uma sobrevivente, esse pequeno agitador não vai me intimidar. Não deixo os
‘bullies’ vencerem. Grata aos meus incríveis eleitores que estiveram comigo”, escreveu mais tarde
na rede social X.
Repercussão
A Casa Branca não respondeu de imediato à AP, que pediu um comentário na terça-feira à noite.
O presidente Donald Trump tem criticado frequentemente a congressista e intensificado os
ataques verbais nos últimos meses, quando concentra as atenções em Minneapolis.
Durante uma reunião de gabinete em dezembro, o presidente insultou a congressista, a quem
chamou de “lixo”.
Durante uma reunião de gabinete em dezembro, o presidente insultou a congressista, a quem
chamou de “lixo”.
“Ela vem de um país que é um desastre. Acho que nem é considerado sequer um país”, disse
Donald Trump sobre Ilhan, nascida na Somália.
A congressista republicana da Carolina do Sul Nancy Mace denunciou a agressão. “Estou
profundamente perturbada por saber que Ilhan Omar foi atacada hoje”, disse em uma publicação
na rede social X.
“Independentemente de discordar veementemente da sua retórica — e
eu discordo —, nenhum parlamentar eleito deve enfrentar ataques
físicos. Não é assim que somos”, acrescentou.
O prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, também condenou o ataque na rede
social X.
“Inaceitável. A violência e a intimidação não têm lugar em Minneapolis. Podemos discordar sem
colocar as pessoas em risco”, escreveu.
Ataques a parlamentares
O ataque ocorreu dias depois de um homem ter sido detido no Utah por supostamente ter
dado um soco no rosto do congressista Maxwell Frost, um democrata da Flórida, durante o
Festival de Cinema de Sundance e de ter dito que Trump iria deportá-lo.
As ameaças contra membros do Congresso aumentaram nos últimos anos, atingindo o pico em
2021, após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, antes de registrarem uma leve queda e voltarem
a subir, de acordo com os números mais recentes da polícia do Capitólio dos EUA.
Fonte: Agência Brasil








