As temperaturas voltaram a subir na França e na Espanha nesta quarta-feira (29), na quarta onda
de calor do verão, aumentando a ameaça de incêndios florestais que já forçaram retiradas em
grande escala, devastaram florestas e mataram animais selvagens.
Na Espanha, a agência meteorológica Aemet informou que as temperaturas deveriam atingir 40
graus Celsius nesta quarta-feira em pelo menos seis regiões, que foram colocadas em alerta
laranja, o segundo nível mais alto da escala de alerta.
Na França, as temperaturas no sudoeste, atingido por incêndios devastadores, deveriam subir de
cerca de 33°C na terça-feira (28) para atingir um pico de 42°C, de acordo com a Meteo France,
enquanto ventos secos vindos do sudoeste pela manhã e do oeste à tarde poderiam alimentar as
chamas.
Os bombeiros franceses mantiveram estável durante a noite um grande incêndio a oeste de
Bordeaux. E perto do aeroporto de Bordeaux, que permaneceu aberto, os serviços de bonde
foram retomados e os hotéis reabriram. Mas as autoridades alertaram que os incêndios florestais
estão longe de terem acabado.
“Neste momento, a situação está estável, mas o incêndio ainda não está sob controle”, alertou o
comandante dos bombeiros Matthieu Jomain aos repórteres.
“Continuamos vigilantes, é claro, hoje, considerando as condições meteorológicas
previstas, com um novo aumento nas temperaturas e ventos mais fortes à tarde”, disse.
Enquanto isso, o centro de resposta a emergências da União Europeia alertou que a Grécia, a
Itália e a Europa Central devem enfrentar um risco elevado de incêndios florestais nas próximas
semanas.
A Europa, o continente que mais rapidamente está se aquecendo no mundo, sofreu ondas
de calor recordes este ano, à medida que as mudanças climáticas causadas pelo homem
intensificam o calor e a seca, o que permite que os incêndios florestais se espalhem mais
rapidamente.
Ondas de calor mais frequentes e intensas estão causando milhares de mortes e perturbando
cada vez mais a vida cotidiana, desde o congestionamento do tráfego rodoviário e ferroviário até o
impedimento da navegação fluvial.
Ao destacar a devastação causada pelo incêndio na zona rural e à vida selvagem, imagens
captadas por um drone da Reuters em El Tiemblo, na província espanhola de Ávila, perto de
Madri, mostraram carcaças carbonizadas de veados em uma floresta reduzida a cinzas.
Uma moradora de Madri, que se identificou como Cintia, ficou horrorizada com a cena em El
Tiemblo, um lugar que ela costumava visitar com frequência.
“Nós amamos isso, a vida selvagem, tudo ao nosso redor. Costumávamos levar comida para os
animais porque eles são daqui. Eles pertencem a esta terra”, disse. “E veja como está hoje”.
Colaboraram Leonardo Benassatto, em La Vilavella; Yves Herman e Janis Laizans, em Bordeaux;
David Latona e Emma Pinedo, em Madri, e Inti Landauro, Kate Abnett e Sudip Kar-Gupta, em
Bruxelas
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Fonte: Agência Brasil








